O MPD perdeu as eleições legislativas após cerca de dez anos no poder, num escrutínio marcado pela forte disputa com o PAICV. Comentadores e atores políticos reagiram com análises divergentes — desde procura de culpados imediatos até interpretações excessivamente dramáticas — mas a leitura predominante nesta reflexão é que a alternância representa o funcionamento normal de uma democracia madura. O texto apela à serenidade institucional: ao novo governo exige-se que governe com responsabilidade; ao MPD cabe uma reflexão serena, reorganização interna e preparação para o futuro. O surgimento de vários candidatos à liderança é assinalado como sinal de vitalidade interna e capacidade de renovação, mas alerta-se para a necessidade de evitar clivagens e ressentimentos que possam fragilizar o partido.

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