Francisco Carvalho, líder do PAICV e presidente da Câmara Municipal da Praia, formalizou a candidatura como cabeça de lista de Santiago Sul e candidato a primeiro-ministro, anunciando entretanto a suspensão do seu mandato municipal. Carvalho afirmou que agiu em conformidade com a lei e aludiu ao Código Eleitoral ao justificar o enquadramento da substituição na Câmara da Praia, e defendeu a proposta política do partido orientada para o desenvolvimento. Fontes e analistas oferecem leituras divergentes: há quem veja na suspensão uma medida técnica e legal, enquanto comentadores e artigos opinativos interpretam-na como uma estratégia de autoproteção — para preservar poder local e evitar riscos judiciais caso venha a perder as eleições — ou como sinal de falta de confiança numa vitória absoluta. As três fontes consultadas coincidem quanto aos factos básicos (liderança do PAICV, suspensão do mandato em vez de renúncia e referência ao Código Eleitoral), mas divergem nas interpretações sobre intenções e riscos políticos e judiciais associados.