O presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, afirmou em conferência de imprensa que os bombeiros do concelho dispõem de “excelentes condições de trabalho” e que as recentes manifestações no Dia da Cidade do Mindelo têm motivações políticas. Neves explicou que a corporação tem 22 elementos e uma média salarial de 85 mil escudos, apontando salários que variam entre 85 e 120 mil escudos e subsídios como o de risco (8.000 escudos), de piquete (até 13.500 escudos), gratificações (até 30.000 escudos) e horas extras. A autarquia, disse, aprovou um regulamento municipal e, no último ano, adquiriu sete viaturas novas e material para os efetivos. O presidente considerou ainda que os manifestantes são, em grande parte, bombeiros em processo de aposentação sem direito a subsídio de risco e classificou as reivindicações como “manipulações” com fins eleitorais. As declarações incluem também referências a trabalhadores do cemitério e nadadores‑salvadores que, segundo Neves, têm condições asseguradas pela câmara.